Usuário:
Senha:
Esqueci minha senha
Não tenho cadastro
  21 de maio de 2018, Segunda-feira
Página Inicial
Sobre o Portal
Cavalo Crioulo
Cabanhas
Venda Direta
Plantel Cabanhas
Coluna Veterinária
Notícias
Eventos
Galeria de Fotos
Publicidade
Contato
 
 
 
 
 
 
 
 
Coluna Veterinária
Apresentamos aqui uma coleção de artigos, redigidos por especialistas na área veterinária. Participe ! Indique um tema de seu interesse através do formulário de contato do portal.
Consulte nossos colunistas
Relação dos artigos
 
Exibindo artigo 10 de 17 no total
Laminite
08/05/2009
� uma doença que cursa com um quadro de dor aguda ocasionada pela inflamação das partes sensíveis do casco. Geralmente ocorre em associação ou posteriormente a outras enfermidades infecciosas ou de cunho metabólico.
Pode acometer os quatro membros simultaneamente, mas em geral, o processo tem início nos membros anteriores.
Quanto à classificação pode ser aguda ou crônica quando esta se estende por mais de 72 horas ou quando há rotação da falange distal.
O diagnóstico é feito apartir dos dados de anamnese e da avaliação dos sinais clínicos característicos.
Quando confirmada a patologia o tratamento deve ser iniciado de imediato e se possível tratar a causa concomitantemente.
Saline Santos dos Santos 
   
 
A Laminite é uma enfermidade especialmente grave em cavalos, pois acomete as estruturas do casco impossibilitando que os animais se locomovam devido à dor intensa, também é conhecida como â??aguamentoâ?. Geralmente surge em decorrência de quadros de endotoxemia secundários a doenças gastrointestinais, retenções de placenta, pleuropneumonias e demais enfermidades infecciosas. Outros fatores desencadeantes da laminite são ingestão excessiva de grãos, traumas repetitivos nos membros, exercícios exagerados, doenças hormonais (Doença de Cushing) e metabólicas, terapias com corticosteróides e sobrecarga do membro contra lateral.

A inflamação das lâminas do casco determina um processo de diminuição da perfusão capilar no interior dos cascos promovendo necrose isquêmica das interdigitações laminares e desprendimento das mesmas. Como conseqüência ocorre o afundamento da coluna óssea por destruição do mecanismo de suspensão permitindo que as forças de sustentação do peso rotacionem a falange distal ventralmente podendo em casos graves perfurar a sola.

A fisiopatologia dos eventos que levam a laminite ainda é duvidosa. A doença é desencadeada por mecanismos que levam a venoconstrição periférica causando hipoperfusão e edema das lâminas, aparecem anastomoses arteriovenosas e ocorre isquemia dos tecidos laminares ocasionando rotação da falange distal por desprendimento das lâminas da parede do casco.

Os sinais clínicos podem ser percebidos com certa facilidade, pois os animais apresentam claudicação e adotam posturas características onde deslocam o peso do corpo caudalmente e quando os quatro membros estão acometidos o cavalo posiciona os membros junto ao abdômen. O trocar de apoio e a relutância em mover-se também é observada bem como inquietude e decúbito. Podemos observar ainda sudorese excessiva, aumento de sensibilidade na região das pinças, freqüência cardíaca e respiratória aumentadas devido a dor, aumento da temperatura dos cascos e aumento do pulso das artérias digitais.
Nos casos crônicos há presença de linhas de tensão no casco, cascos quebradiços e de crescimento desordenado aumentando o risco da penetração de corpos estranhos.

O diagnóstico definitivo é dado pela constatação clínica do Médico Veterinário e quando for necessário o uso de radiografias que comprovem a rotação da falange distal.

A causa primária quando elucidada deve ser tratada.

O tratamento é emergencial e deve ser seguido corretamente. Consiste na administração de antiinflamatórios não esteroidais (flunexim meglumine, fenilbutazona) que diminuem a inflamação e auxiliam no controle da dor, fármacos anticoagulantes como a heparina e a aspirina para melhorar a perfusão e evitar a formação de microtrombos, o uso da acepromazina para estimular a vasodilatação lembrando que a mesma deve ser evitada em machos devido à possibilidade de ocorrer paralisia peniana. Quando a laminite é crônica pode-se substituir a acepromazina pelo Isoxsuprine e recomenda-se o uso de protetores de mucosa devido ao uso contínuo dos antiinflamatórios.
Alguns veterinários fazem o uso de anestésico local como a lidocaína endovenosa e ainda do dimetilsulfóxido (DMSO) seja ele aplicado localmente ou endovenoso devido as suas propriedades antiinflamatórias e antioxidantes.
O uso da crioterapia é bastante eficaz nas primeiras 48 horas. Ao imergir os membros no gelo o efeito rebote de vasodilatação compensatória que ocorre após vinte minutos de contato melhora a perfusão no interior do casco.
� indispensável que o animal seja mantido em local com cama abundante para amortecer o contato dos cascos com o solo e prevenir o aparecimento de escoriações e úlceras de decúbito. O uso das ligas de descanso também é recomendado.

Durante o tratamento o equino não deve receber concentrados, apenas forragem de boa qualidade e água à vontade.

O casqueamento é solicitado quando se quer realinhar a falange juntamente com o ferrageamento com ferraduras especiais ou até mesmo palmilhas amortecedoras para diminuir a tensão sobre o tecido laminar.

Nos casos mais graves a cirurgias de drenagem de abcessos e a tenotomia do tendão flexor profundo pode ser indicada para evitar um maior grau de rotação da falange distal, no entanto, deve-se considerar que o animal submetido a este procedimento será totalmente afastado de atividades atléticas.

Os procedimentos que envolvam sangrias e a administração de diuréticos são contra-indicados, pois estimulam a vasoconstrição compensatória podendo agravar o caso, assim como os bloqueios anestésicos e a neurectomia porque possibilitam ao animal o alívio da dor estimulando o mesmo a locomover-se tornando o quadro de rotação da falange distal mais severo.

Quando o quadro de rotação da falange distal está instalado deve-se pensar nas condições de sobrevivência do cavalo e procurar a opinião do Médico veterinário quanto a possibilidade de se fazer a eutanásia do animal.

O proprietário e tratadores devem estar sempre atentos aos sinais devido à possibilidade de haver recidiva.
 
Exibindo artigo 10 de 17 no total
 
 


  contato@portalcrioulos.com.br
Portal Crioulos - 2008 - Todos os direitos reservados
Um projeto de: MDR Engenharia de Sistemas