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Deformidades angulares e flexurais em potros
02/06/2009
As deformidades angulares e flexurais são alterações nos aprumos dos potros que reduzem seu desempenho nas provas. A determinação precoce dessas alterações permitem aos médicos veterinários e tratadores à adoção de medidas corretivas imediatas a fim recuperar o animal e garantir sua finalidade esportiva.
Taísa Cristine Protti 
   
 
A forte pressão das associações, cabanhas e criadores para uma conformação correta em equinos de alto desempenho como os cavalos Crioulos, atentam os médicos veterinários para uma avaliação precoce das deformidades angulares e flexurais em potros, a fim de possibilitar o tratamento e manejo adequado para cada alteração.

As alterações nos aprumos dos potros interferem nas forças em que estão submetidos os ossos, as articulações, tendões e ligamentos, ocasionando patologias importantes que reduzem a performance desses animais e, conjuntamente, geram perdas financeiras para os proprietários.

As deformidades angulares e flexurais dos potros são alterações que pertencem ao grupo das Doenças Ortopédicas do Desenvolvimento. No caso das deformidades angulares, as etiologias são variadas, podendo estar associadas às alterações no metabolismo do animal como o crescimento excessivo e desequilíbrio nutricional, fatores genéticos, traumas, erros de manejo, etc. Podem ser congênitas ou adquiridas nos primeiros meses de vida dos potros, acarretando uma ossificação incompleta dos ossos do carpo, tarso e ossos longos.

As deformidades angulares são classificadas como valgus, varus, esquerdo e estevado. As figuras 1 e 2 ilustram essas deformações indicando através do n° 1 â?? aprumos corretos, n° 2 â?? base aberta, n°3 â?? base fechada, n° 4 â?? carpo e tarso varus, n° 5 â?? carpo e tarso valgus, n° 6 â?? membros esquerdos e n° 7 â?? membros estevados.



Figura 1: Deformidades angulares membro torácico.
Fonte: Stashak (2002).




Figura 2: Deformidades angulares membro pélvico.
Fonte: Stashak (2002).


Em se tratando das deformidades flexurais, sua etiologia de origem congênita ainda é bastante discutida, sendo geralmente desconhecida; no entanto a dor e a predisposição genética às patologias musculares que impedem que o potro estenda o membro totalmente estão intimamente ligadas a diferença de tamanho da porção musculotendinosa em relação ao tamanho do osso. As deformidades flexurais pode também ser adquirida.

O diagnóstico baseia-se na observação dos sinais clínicos nos potros e na realização de estudos radiográficos que permitirão a mensuração do ângulo do desvio angular, o grau de ossificação e morfologia dos ossos da região envolvida. A determinação da etiologia do processo (idade do potro, grau de maturidade, desvio congênito ou adquirido) é importante para o clínico tomar as medidas adequadas para correção do processo de deformação.

Existem várias linhas de tratamento para as deformidades angulares, porém, algumas, em relação a obtenção de resultado positivo, são ainda fortemente discutidas. Vale citar que a grande maioria dos potros nasce com certo grau de desvio o qual se corrige no decorrer de, em média, quatro semanas. Nos casos quem não há essa correção espontânea o tratamento pode ser conservativo ou cirúrgico.

O tratamento conservativo consiste em deixar o potro em repouso e/ou com exercício controlado, realização de casqueamentos corretivos, ferrageamentos e até mesmo imobilização do membro afetado. Se em um período de quatro a seis semanas de tratamento conservativo o potro não apresentar melhora, opta-se pelo tratamento cirúrgico. As técnicas cirúrgicas destinadas para esses casos, dependendo do tipo da alteração, promovem uma aceleração ou restrição do crescimento das epífises dos ossos envolvidos.

Em se tratando das deformidades flexurais o tratamento é conservativo. Nos quadros de grau leve a moderado, a restrição do exercício, massagens diárias e administração de medicamentos que promovem relaxamento muscular funcionam muito bem. Em alguns casos também há a cura espontânea. Evidentemente que o diagnóstico precoce aumenta o sucesso do tratamento.

A fim de se obter um padrão de qualidade de animais com aprumos corretos e, conseqüentemente, de alta performance, os criadores devem possuir equinos de boa linhagem e, preferencialmente, um sistema de manejo e sanidade adequados que permitam o desenvolvimento de potros saudáveis e funcionais. Para tanto, a presença de médicos veterinários torna-se indispensável para acompanhamento desses animais, prevenindo, dessa forma, a ocorrência e as conseqüências das deformidades angulares e flexurais, como também de outras enfermidades.

Referência bibliográfica:

STASHAK, T; Relação entre claudicação e conformação. Claudicação em Eqüinos segundo Adams. 4ª edição. São Paulo: Roca, 2002. p.72-96.
 
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