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Pleuropneumonia
26/06/2009

A pleuropneumonia é uma doença de desenvolvimento secundário, geralmente em decorrência de pneumonias bacterianas. O animal apresenta sinais clínicos como dor torácica, edema e quadros febris. Após o diagnóstico, o medico veterinário deve adotar o protocolo terapêutico adequado e informar os proprietários e tratadores a medidas de manejo a serem empregas e prevenção dessa enfermidade.
Taísa Cristine Protti 
   
 
Pleuropneumonia é uma enfermidade caracterizada pela inflamação do parênquima pulmonar que se estende à pleura. A resposta a essa inflamação é a formação de transudatos ou exsudatos que se acumulam dentro do espaço pleural. Esse acúmulo pode ser tão grande que gera um impedimento da expansão pulmonar gerando uma dificuldade respiratória importante.

Em equinos as pleuropneumonias geralmente se desenvolvem como seqüela das pneumonias bacterianas secundárias, mas também, porém não muito comum, secundária às infecções micóticas. E, ainda, pela presença de parasitas pulmonares especialmente em animais criados em contato com muares e asininos.

Na anamnese geralmente é relatado que os animais afetados foram transportados para participação em provas ou exposições, onde entraram em contato com outros animais e permaneceram em ambientes pouco ventilados, com presença de poeira etc. Comumente, são equinos em treinamento, que passaram por um aumento na exigência dos exercícios e/ou que competiram recentemente apresentando alto grau de estresse.

Afeta mais equinos adultos, geralmente fêmeas, especialmente após quadros de Influenza. Uma vez que o vírus da Influenza age destruindo os cílios do sistema respiratório que tem a função de proteger e evitar a entrada de patógenos nas vias aéreas inferiores.
Os sinais clínicos apresentados são: dor torácica severa, edema na região ventral do tórax (Figura 1) que com o agravar do quadro pode estender-se às outras regiões do corpo do animal (Figura 2). O animal apresenta picos febris durante o dia, por isso a importância da realização de varias aferições da temperatura corpórea (no mínimo duas vezes ao dia). Dispnéia expiratória pela incapacidade de expansão pulmonar, taquipnéia e taquicardia. A auscultação pode apresentar sons normais na região dorsal do tórax e ausência de sons na região ventral. A mucosa oral pode estar congesta, as narinas dilatadas e apresentar secreção nasal.



Figura 1: A) Edema na região ventral do tórax anterior ao tratamento da Pleuropneumonia.
B) Região ventral do tórax posterior ao tratamento da Pleuropneumonia




Figura 2: C) Edema região escrotal em um quadro de Pleuropneumonia. D) Região escrotal posterior ao tratamento do quadro de Pleuropneumonia.

O diagnóstico é realizado através do exame clínico: ausculta da região torácica, percussão torácica, entre outros; e complementares como o aspirado transtraqueal e hemograma completo. Os clínicos utilizam o ultrassom para confirmação do diagnóstico e determinação das regiões onde há maior acúmulo de liquido para possível realização de uma drenagem. No momento da drenagem torácica é feito uma avaliação física e laboratorial do conteúdo encontrado. No entanto, cabe ao médico veterinário uma avaliação criteriosa para determinação do diagnóstico correto da enfermidade.

O tratamento é o uso de antibioticoterapia inicialmente com Ampicilina e Penicilina, se em 48 a 72h não houver melhora é feito outras associações a critério do médico veterinário responsável. Administração de antiinflamatórios, como o Flunixim Meglumine, nos episódios febris e de dor; e demais terapias de suporte. Importante manter o animal em repouso até o fim do tratamento ou até momento que o médico veterinário julgar necessário. Em casos mais severos em que há um grande acúmulo de liquido intrapleural, realiza-se a drenagem torácica. O Prognóstico é de bom a reservado de acordo com o emprego correto ou não do protocolo terapêutico e intensidade do quadro clínico.

Para sucesso do tratamento deve ser respeitado o período de repouso. Outro fator importante é no momento do transporte desses animais em que se deve dar preferência aos períodos do dia em que o calor não seja intenso, realizar paradas e, é de suma importância, fornecer água aos animais.

Os equinos devem ser mantidos em cocheiras ventiladas, porém sem correntes de ar, com camas que não deixam poeiras em suspensão. O ideal seria manter os animais ao ar livre com exceção dos dias de chuva e sol forte. Nos climas frios colocar capas nos animais, lembrando que equinos adaptam-se com maior facilidade à temperaturas frias do que em permanência em locais úmidos, quentes e mal ventilados. E, ainda, manter um protocolo de vacinação rigoroso e demais medidas preventivas, a fim de manter a sanidade dos animais.
 
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