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Mieloencefalite Protozoária Equina
15/07/2009
A Mieloencefalite Protozoária Equina é uma enfermidade infecciosa cujo agente etiológico é o Sarcocystis neurona. A sintomatologia clínica é de origem neurológica e muitas vezes o animal vai a óbito. O reconhecimento e tratamento precoce aumentam as chances de recuperação do animal, embora haja o risco de quadros recidivantes. Medidas preventivas contra a presença de Gambás nas propriedades devem ser tomadas para evitar o surgimento da enfermidade.
Taísa Cristine Protti 
   
 
A Mieloencefalite Protozoária Eqüina (MEP) que é uma enfermidade ocasional, infecciosa, podendo se tornar endêmica e, é fatal na grande maioria das vezes. A MEP é transmitida pelo protozoário presente nas fezes dos Gambás (Didelphis virginiana e Didelphis albiventris).

Toda propriedade está sujeita a presença de animais invasores como os Gambás que defecam nas pastagens e depósitos de ração e feno. Os equinos entram em contato com o protozoário Sarcocystis neurona através da ingestão de rações e pastagens contaminadas com as fezes dos Gambás. Após a ingestão do parasita, esse migra para o sistema nervoso do eqüino onde causa lesões que dão inicio a sintomatologia clínica de MEP.

Os sinais clínicos apresentados são ataxia, incoordenação, geralmente apresentando dificuldade em andar em linha reta, por isso também ser conhecido como â??Bambeiraâ?. Também ocorre uma atrofia muscular que, em regiões endêmicas, se dá nos músculos da face, sendo dessa forma, sinal clínico patognomônico nessas regiões. A atrofia muscular também pode ser percebida em outros grupamentos musculares (FIGURA 1). Por fim, com o agravamento do quadro clínico o animal pode apresentar decúbito permanente e vir a óbito.



Figura 1: Equino apresentando atrofia muscular na região da garupa.

O diagnóstico definitivo se dá pela análise do líquor encefaloraquidiano através de exames laboratoriais como â??westernblotâ? e PCR. A enfermidade tem como diagnóstico diferencial: traumas encefálicos, mielopatia cervical estenótica, infecções por herpesvírus, entre outras.

Um dos protocolos terapêuticos indicados é o uso de formulações com Sulfadiazina e Pirimetamina, uso de antiinflamatórios e terapias de suporte. Há também medicamentos como o Diclazuril e Toltrazuril que são uma alternativa de tratamento amplamente utilizada em que se tem obtido respostas satisfatórias com menor probabilidade de recidivas. E nos casos dos animais que não respondem ao tratamento e permanecem em decúbito, o médico veterinário não deve descartar a eutanásia.

Naqueles animais que responderam positivamente ao tratamento deve-se realizar a avaliação periódica, a fim de se evitar os quadros recidivantes. Lembrando que tratamento tem sucesso desde que iniciado precocemente e continuado após a confirmação do diagnóstico.

Por fim, profilaticamente, os responsáveis pelas propriedades devem manter as rações e fenos armazenados em locais onde os Gambás não tenham acesso, manter os campos limpos, evitando assim que esses animais encontrem um ambiente adequado com alimentação e refúgio.
 
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