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Diarréias crônicas
05/05/2009
Alterações como diarréias crônicas representam um grande desafio aos médicos veterinários no que diz respeito à determinação de suas causas. Modificações bruscas na alimentação, parasitoses e doenças infecciosas podem gerar esses quadros de diarréia crônica. Na disponibilidade financeira existem métodos de diagnóstico que podem auxiliar o clínico na determinação de sua causa e, com isso, determinar o tratamento adequado. Os tratamentos nem sempre são eficazes para determinados casos, fazendo valer o conceito de prevenção.
Taísa Cristine Protti 
   
 
Com etiologias variadas, os quadros de diarréia são desafios aos clínicos no que diz respeito à determinação de sua origem e, a partir dessa, direcionar ao tratamento indicado para cada caso. As diarréias geralmente ocorrem como conseqüência de uma alteração primária, podendo se manifestar anterior, durante ou posteriormente às manifestações clínicas dessa alteração.

Bactérias, vírus, parasitas, alterações bruscas na alimentação, uso de alguns medicamentos, ingestão de areia, alterações inflamatórias nas paredes do intestino e, particularmente nos potros, durante o período que coincide com o â??cio-do-potroâ? em que animais dessa categoria apresentam quadros de diarréia que perduram o mesmo tempo de duração do cio da égua. Estudos ainda não explicam exatamente porque, mas alguns autores acreditam na atuação do estrógeno da égua que poderia alterar o leite ingerido causando a diarréia. Contudo, acredita-se que a causa mais provável é o fato de que nesse período o potro ingere as fezes da égua para povoar sua flora intestinal e o fato de começar a â??mordiscarâ? pequena quantidade de pastagem pode vir a gerar essa diarréia, até mesmo porque potros que não são criados com as éguas (â??guaxosâ?) também apresentam essa diarréia. Decorrido o período de 7 a 14 dias, se a diarréia persistir, o clínico deve prestar atenção, pois é possível a instalação de um quadro septicêmico, lembrando que os potros sentem muito com as complicações das diarréias.

A diarréia passa a ser crônica após 3 semanas de ocorrência, esse período é estabelecido devido ao fato de alguns animais não resistirem mais do que isso, pois as perdas de líquidos corpóreos são tão grandes que as medidas terapêuticas não conseguem compensar.

Com disponibilidade financeira o clínico pode lançar mão de métodos para diagnóstico como PCR. � importante ressaltar que esse método pode determinar um resultado falso-negativo, por que existe a possibilidade desse animal ter apenas entrado em contato com um patógeno causador da diarréia que não aquele que realmente esta sendo o responsável pelo quadro atual. Outro método que sempre que possível dever ser realizado é a coleta de fezes para cultura, além de exames para determinação de parasistimo.

O tratamento geralmente é sintomático, devido à dificuldade em se descobrir a causa do quadro de diarréia. O clínico deve realizar uma reposição hídrica, corrigir os desequilíbrios eletrolítico e ácido-básico, administrar antiinflamatórios e fazer uso de antibióticos em animais imunodeprimidos.

Discute-se o uso de carvão ativado, uma vez que este tem um melhor efeito em potros devido à origem da diarréia. Nessa categoria animal, na maioria dos casos, a diarréia tem sua origem no Intestino Delgado e/ou Intestino Grosso, diferentemente dos equinos adultos que a diarréia tem sua origem no Intestino Grosso e, neste caso, o carvão ativado diminui a absorção de toxinas e não necessariamente cessa a diarréia. Existem também os Probióticos que podem vir a ajudar.

Outra alternativa é a realização da Transfaunaçao, que nada mais é do que a reposição dos microrganismos fisiológicos do intestino do cavalo. A técnica de Transfaunação é simples, consiste na diluição das fezes de um animal sadio, pode-se também coletar o material em abatedouros e, em potros pode-se coletar as fezes da égua. A administração é feita via sonda nasogástrica no animal enfermo, porém, existe o risco de contaminação por Salmonela e outros patógenos que podem estar presentes nas fezes coletadas agravando ainda mais o quadro.

Há também medicamentos que tem por finalidade cessar completamente a diarréia, porém o clínico deve ter cautela ao usar esses tipos de medicamentos já que a diarréia é também, nos casos infecciosos, um mecanismo do organismo de eliminação de patógenos. Contudo, o médico veterinário deverá informar ao proprietário que todas essas medidas podem não funcionar. No caso de animais que seguem se alimentando e ingerindo água em quadros crônicos de diarréia, compensando assim as perdas de líquidos e eletrólitos, aconselha-se a largar esse animal no campo porque geralmente ocorre a auto-cura em um período de 6 meses a 1 ano.

Por fim, vale lembrar a importância de um programa de sanidade adequado para cada cabanha, a fim de evitar a ocorrência de moléstias e a perda de animais. Programas antiparasitários e manejo alimentar correto, assim como os programas de vacinação e técnicas de higienização das baias são de suma importância para prevenção das diarréias e com isso garantir a saúde de seus equinos.

 
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