Usuário:
Senha:
Esqueci minha senha
Não tenho cadastro
  21 de maio de 2018, Segunda-feira
Página Inicial
Sobre o Portal
Cavalo Crioulo
Cabanhas
Venda Direta
Plantel Cabanhas
Coluna Veterinária
Notícias
Eventos
Galeria de Fotos
Publicidade
Contato
 
 
 
 
 
 
 
 
Cavalo Crioulo
A ABCCC  | Função  | Morfologia  | Origens da Raça  | Vocabulário
Freio de Ouro
O primeiro esboço do que hoje é o Freio de Ouro ocorreu no ano de 1977 na 1ª Exposição Funcional de Jaguarão, uma mostra modesta, mais ou menos improvisada, com um número reduzido de participantes, mas um grande sucesso. Naquele momento, os criadores de cavalos crioulos verificaram que o desenvolvimento da raça passava pela promoção de provas funcionais. Até então, demonstrações desse tipo não faziam parte do calendário oficial da raça, existindo apenas julgamentos morfológicos.
Em 1980, a 3ª Funcional conseguiu atrair a atenção do país inteiro, sendo visitada pelo então presidente da República, general João Batista Figueiredo, um aficionado por cavalos. No ano do cinqüentenário da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), 1982, o então presidente da entidade, Gilberto Azambuja Centeno, oficializou a prova campeira que seria realizada durante a Expointer. O Freio de Ouro foi inspirado nas exposições funcionais de Jaguarão, que passou a ser uma etapa classificatória tal como Pelotas e Bagé. No ano seguinte, Uruguaiana também integrou essa lista.

No primeiro ano com as três classificatórias, participaram 12 animais, competindo, sem distinção de gênero. O primeiro campeão foi Itaí Tupambaé, filho de La Invernada Hornero (consagrado reprodutor da raça) e Preciosa dos Cinco Salsos, do criador Oswaldo Pons, um dos grandes crioulistas de todos os tempos. A partir daí, firmava-se o Freio de Ouro, como o grande acontecimento da maior raça de eqüinos do Rio Grande do Sul.

Em 1983, a prova do Freio de Ouro foi batizada com o nome de Roberto Bastos Tellechea, uma homenagem póstuma a esse incentivador da raça crioula. Em 1990, houve outra grande perda com o falecimento do veterinário Flávio Bastos Tellechea. Em reconhecimento, a prova Freio de Ouro levou o nome dos dois irmãos "Flavio e Roberto Bastos Tellechea".

Desde o início até hoje, ocorreram mudanças devido ao crescimento dos adeptos da raça. O que antes eram somente quatro etapas classificatórias e uma final transformou-se em mais de 30 etapas credenciadoras, seis classificatórias no Rio Grande do Sul, uma fora do Estado (itinerante entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina) e uma internacional no Uruguai, num total de oito, além da grande final em Esteio. Outra mudança foi a divisão em categorias de machos e fêmeas a partir de 1994.
O Freio de Ouro divide-se em duas etapas:

Parte 1 - MORFOLOGIA: é uma avaliação do padrão racial e do nível de enquadramento do animal aos padrões seletivos da raça. São valorizadas, nessa etapa, características como o equilíbrio estrutural, a frente leve, a firmeza da linha superior e um bom relevo muscular. Todo o conjunto tem de estar bem sustentado sobre bons aprumos
Pontuação: de zero a dez.

Parte 2 - PROVA FUNCIONAL: a segunda fase da competição, a parte funcional, que avalia o desempenho do animal em atividades derivadas das lidas do campo, divide-se por sua vez em dois momentos:

Primeiro momento

1) Andadura:
Na primeira demonstração funcional da prova, exige-se do cavalo a definição e manutenção de três modos diferentes de andar:

a) Tranco
b) Trote
c) Galope

São observados nessa etapa a tipicidade do andar, a comodidade, o avanço e o equilíbrio.
Pontuação: de zero a 15.
Tranco= de 0 zero 3 / Trote= de zero a 8 / Galope= de zero a 4

Importante:o trote tem peso maior na pontuação porque é a andadura mais utilizada pelo cavaleiro em um deslocamento longo pelo campo.


2) Figura:
Prova de média exigência, desenvolvida em um circuito demarcado por fardos de feno, em que se avalia o equilíbrio nas trocas de mãos e patas, potência de execução e submissão a todas as solicitações do ginete.
Pontuação: de zero a 15

3) Volta sobre patas e esbarrada:
Um dos momentos mais difíceis do Freio do Ouro. Divide-se em duas partes:

a) Volta sobre patas: O ginete leva o cavalo à frente dos jurados, faz o animal girar sobre o próprio corpo 360 graus para um lado e em seguida para o outro. Pode fazer de uma a três voltas. Mas deve fazer para um lado o mesmo número de voltas que realizou para o outro.

b) Esbarrada: O ginete acelera o cavalo por uma distância de 20 metros e em seguida solicita ao animal uma freada brusca, fazendo com que ele se apóie sobre os posteriores. O cavalo praticamente "senta" no chão. A seguir, o ginete repete o movimento em sentido contrário. Esta etapa traduz um dos movimentos símbolos do cavalo de trabalho, que é a sua completa submissão ao comando do cavaleiro. O cavalo tem de enfiar corretamente os posteriores entre as mãos e parar sem saltar.
Pontuação: de zero a cinco para a volta sobre patas, sendo 2,5 pontos para cada lado que o animal roda. E de zero a dez para a esbarrada, sendo cinco pontos para cada movimento executado.

4) Mangueira:
� o primeiro momento em que o cavalo trabalha com gado. Na mangueira, o animal mostra sua aptidão vaqueira, equilíbrio, impulsão e coragem. Esta prova é tão importante que ocorre duas vezes durante o Freio de Ouro. Divide-se em três momentos:

a) O cavalo tem de apartar (separar) um dos dois novilhos que estão na mangueira.

b) O cavalo tem de manter o novilho afastado do outro bovino por 45 segundos.

c) O cavalo tem de arremeter com o peito, ou "pechar" (do espanhol, el pecho, o peito) contra a lateral do novilho apartado num ângulo de 45 graus, primeiro por um lado e depois pelo outro, e fazer o animal recuar. Tem 45 segundos para executar o movimento.

Pontuação: de zero a 15.
Aparte = de zero a 10 / Pechada= de zero a 5 (2,5 pontos para cada execução).

5) Prova de Campo ou Paleteada 1:
�ltima e decisiva etapa do Primeiro Momento do Freio de Ouro. Observa-se aqui, mais uma vez, a aptidão vaqueira, a velocidade, a força e a total submissão do cavalo ao cavaleiro. Duplas, formadas pelo resultado da pontuação acumulada até o momento (o primeiro com o segundo, o terceiro com o quarto e assim sucessivamente) perseguem um novilho por uma raia de 110 metros de comprimento por 50 metros de largura, com marcações de fardos de feno aos 30 metros, 80 metros e 110 metros. Nos primeiros 30 metros, os ginetes deixam o novilho correr. Entre os 30 metros e os 80 metros, o novilho deve ser "prensado" entre as "paletas" dos dois cavalos, daí a expressão paleteada. Após a ultrapassagem do marco de 80 metros e antes do final da raia, os ginetes adiantam os cavalos em relação ao novilho, cortando-lhe a frente, para que o animal retorne. Na volta, a paleteada se repete, para que o novilho seja reconduzido à mangueira.
Pontuação:de zero a 15.

Importante: Até este momento, as notas que aparecem nas placas são multiplicadas por 1,5. A seguir, é feita a soma de todas as notas obtidas e o resultado é dividido pelo número de provas executadas e somado com a pontuação da morfologia. O resultado credencia de 40% a 50% dos cavalos e ginetes para o segundo momento do Freio de Ouro.

Segundo momento

6) Mangueira:
A prova é uma repetição dos movimentos executados no primeiro momento.
Pontuação: de zero a 20


7) Bayard-Sarmento:
Prova em que se exige velocidade na execução, correção nos movimentos e atenção à submissão. � realizada em uma raia de 80 metros. O cavalo arranca em velocidade, percorre 40 metros, esbarra, faz a volta sobre patas para um lado e para outro de uma a três vezes, volta a correr 40 metros, esbarra novamente. Depois gira 180 graus, corre mais 40 metros e repete a esbarrada. Faz a volta sobre patas para ambos os lados, corre mais 40 metros e faz a última esbarrada.
Pontuação: de zero a 20

8) Prova de Campo ou Paleteada 2:
Tudo igual a primeira.
Pontuação: de zero a 20

Importante: As notas que aparecem nas placas deste segundo momento do Freio de Ouro são multiplicadas por dois e somadas. A soma é dividida pelo número de provas executadas até o momento e o resultado é somado com a pontuação da morfologia. Chega-se, assim, ao resultado final da prova do Freio de Ouro.
Vencedores

2008

(F) Infância do Itaó
Cabanha Itaó, Santiago (RS)
(M) Rodopio de São Pedro
Cabanha Tracionera, São Lourenço do Sul (RS)
2007
(M) Senhor de Santa Thereza
Cabanha Santa Thereza, Bagé
(F) Bonita de Santa Edwiges
Cabanha Santa Edwigues, São Lourenço do Sul

2006
(F) BT Jovem Guarda
Cabanha Tamboré, São Francisco de Paula
(M) Ganadero da Harmonia
Condomínio Ganadero, Gravataí

2005
(F) JA Xalalá
Cabanha Santa Edwiges, São Lourenço do Sul
(M) Largo da 3J
Cabanha Invernia, Bento Gonçalves

2004
(F) Santa Etelvina Helenita
Cabanha Santa Etelvina, São Gabriel (RS)
(M) LS Balaqueiro
Estância São Crispim, Lavras do Sul (RS)

2003
(M) BT Harmônico
Cabanha Paineiras, Uruguaiana (RS)
(F) Entrosada do Junco
Estância Don Marcelino, Taquara (RS)

2002
(M) Candidato Simpatia
Cabanha Cala Bassa, Aceguá (RS)
(F) Butiá Luiza
Sementes e Cabanha Butiá, Passo Fundo (RS)

2001
(F) Butiá Jurerê
Sementes e Cabanha Butiá Ltda, Passo Fundo (RS)
(M) Dom Carrasco do Purunã
Mariano Lemanski e Fábio Muricy Camargo, Vacaria (RS)

2000
(M) Destaque de Santa Adriana
Carlos Alberto Veríssimo da Costa, São Gabriel (RS)
(F) Reservada de Santa Edwiges
Daniel Anzanello, São Lourenço do Sul (RS)

1999
(M) Consuelo do Infinito
Roberto Sidney Davis Júnior, São Sepé (RS)
(F) BT Demonica
Luiz Mierczynski Neto, São Jeronimo (RS)

1998
(M) Campana Farrapo
Luiz Mierczynski Neto, São Jeronimo (RS)
(F) Punhalada de Santa Edwiges
Daniel Anzanello, São Lourenço do Sul (RS)

1997
(F) Devassa de Santa Angélica
Agenor, João Manoel e João Carlos, Herval (RS)
(M) BT Inteiro do Junco
João Paulo Dumoncel, Santa Barbara do Sul (RS)

1996
(F) JA Paloma
Jose Antonio Anzanello, São Lourenço do Sul (RS)
(M) Debochado do Quartel Mestre
José Carlos Vendramini Fleury, Sto. Antônio do Pinhal (RS)
1995
(M) BT Faceiro do Junco
Parceria Galtieri, Boa Ventura e Quinta Ã?, Rio Pardo (RS)
(F) Escarapela de Santa Angélica
Agenor, João Manoel e João Carlos Costa, Herval (RS)

1994
(F) Ja Namorada
José Antonio Anzanello, São Lourenço do Sul (RS)
(M) BT Butiá
Sementes e Cabanha Butiá Ltda, Passo Fundo (RS)

1993
(M) La Fronteira Tormento
Astrogildo Amaral e Agropecuária Intã, Campo Bom (RS)
(F) Gaita do Mata-Olho
Venâncio Silva, Uruguaiana (RS)

1992
(M) BT Balconero
Condominio Balconero, Porto Alegre (RS)

1991
(M) Hospedeiro de Santa Edwiges
Carlos Roberto Braga Nazario, Cachoeira do Sul (RS)

1990
(M) Nobre Tupambaé
Oswaldo Dornelles Pons, Dom Pedrito (RS)

1989
(M) BT Brazão do Junco
Junco Agricultura e Pecuária S/A, Uruguaiana (RS)

1988
(M) Butiá Arunco
Sementes e Cabanha Butiá Ltda, Passo Fundo (RS)

1987
(M) BT Salitre
Sementes e Cabanha Butiá Ltda, Passo Fundo (RS)

1986
(M) BT Sargento
Flavio e Roberto Bastos Tellechea, Uruguaiana (RS)

1985
(M) Itaipu de São Martim
Dirceu dos Santos Pons, Bagé (RS)

1984
(M) Hotelo de São Martim
Marcos Vicente Silveira Martins e Luiz Fernando Machado, Camaquã (RS)

1983
(M) BT Olvido
Flavio e Roberto Bastos Tellechea, Uruguaiana (RS)

1982
(M) Itaí Tupambaé
Oswaldo Dornelles Pons, Dom Pedrito (RS)
 
  contato@portalcrioulos.com.br
Portal Crioulos - 2008 - Todos os direitos reservados
Um projeto de: MDR Engenharia de Sistemas